domingo, julho 31, 2011

Guardem esse nome: Camila Vallejo

O rosto e a voz da nova geração chilena

sexta-feira, julho 29, 2011

terça-feira, julho 26, 2011

Dois poemas

Um poema para JV

Como podem um militar,
um médico e um roqueiro
em uma só pessoa estar
sem comprometer o inteiro?


Questiona o homem mediano
sem compreender toda a riqueza
de um vasto coração humano
onde brilha intensa a beleza.


Em Schweitzer, em Hendrix, em Prestes,
não há neles o mesmo traço
de força e nobreza incontestes?
É esta a pergunta que faço.


Estes os bens que em ti sobejam
que os amigos todos festejam
e que tu não consegues ver
caro sobrinho JV.



Um poema para Ritinha

Foram decisivas vozes
interiores ouvidas
quem sabe até sucedidas
como conflitos atrozes


da jovem obstinada
que em seus mais dourados anos
de uma vida afortunada
delineou nobres planos


segue hoje como emissária
do Homem que há anos um dia
por sua voz necessária
sofreu horror e agonia


seu clamor por equidade
foi o da jovem que em prece
e ainda com tão pouca idade
ao coração por fim aquiesce.


Caíque Vieira

quinta-feira, julho 14, 2011

Chavez, o antípoda de Obama

Enquanto Obama é o senhor da guerra, ameaça, oprime e mata, Chavez declama poesias, canta, se aproxima do povo, se esforça para unir a América Latina, mas é o outro que é respeitado pela imprensa e pela burguesia e Chavez é odiado.

sexta-feira, julho 01, 2011

segunda-feira, junho 27, 2011

Django Reinhardt - J'attendrai




Belga de origem cigana nasceu em 1910. Aos 18 anos, quando ainda não era famoso, foi vítima de um incêndio que afetou os movimentos dos dedos mínimo e anelar da mão esquerda. A partir de então, para não abandonar seu sonho de tocar guitarra, desenvolveu uma técnica para tocá-la com apenas os dedos médio e indicador. Fez sucesso posteriormente com o Quinteto du Hot Club de France. Faleceu em 1953 aos 43 anos de idade vítima de uma hemorragia cerebral.

Telesur - 6 anos

domingo, junho 19, 2011

Alma llanera - P.Elias Gutierrez



Concierto Voces para la Paz 2010.
Auditorio Nacional de Música.
Madrid, 13 de Junio de 2010.
Director: Miguel Roa
Arreglo: Lorenzo Palomo
Colabora: Coro gestual del Instituto Ponce de León de Madrid.

sexta-feira, junho 17, 2011

A chance de cortar a ração rentista

O agravamento da crise internacional é um dos argumentos utilizados pelo BC brasileiro, bem como pelos rentistas para justificar a alta dos juros no país. O argumento transpira um certo bodum de oportunismo amanhecido. O que se sugere é que haveria dificuldade de financiar a dívida interna dadas as incertezas nos mercados financeiros e a consequente má vontade dos investidores em aplicar seus fundos aqui.O juro alto seria a única forma de cevá-los a bater o ponto no caixa nativo. O que se observa nos últimos meses sugere o oposto. O Brasil tem tido dificuldades para conter massas de capitais que afluem em ondas tsunâmicas atraídos por níveis de rentabilidade indisponíveis em boa parte do planeta. A alavanca que move esse moinho, e seus estragos sabidos numa estrutura industrial afogada em importações, é uma taxa de juro real da ordem de 7%. Para se ter uma idéia do colosso basta lembrar que a Grécia --dissolvente e conflagrada-- paga 10% reais para colocar seus títulos no mercado (14% de face, menos 4% de inflação). Apenas 3 pontos acima do brasileiro sendo que a a economia grega dificilmente escapará de aplicar um sonoro calote nos detentores de seus esvoaçantes papéis. Mais ainda: a dívida pública grega é de 139% do PIB, contra 39% no caso brasileiro. O déficit público está em 10,5% do PIB. O déficit nominal no Brasil, isto é, o buraco do caixa depois de deslocada generosa fatia de receita pública para pagar juros, é de 2,4%. Em resumo, exceto casos comatosos de economias que dificilmente poderão honrar o valor de face de seus títulos, o Brasil é líder inconteste na arte de apascentar rentistas urbi et orbi. Ainda que reduzisse a ração à metade, em que outro lugar do planeta os capitais teriam um abrigo de tal qualidade, feito de juros robustos e condições econômicas e políticas de reconhecida solidez? Os rentistas sabem que o país está montado numa poupança real da ordem de alguns trilhões de dólares guardada nas reservas do pré-sal, o que afasta qualquer risco de insolvência para as próximas décadas. O que falta então para romper o torniquete ortodoxo que sempre terá um argumento 'técnico' para garrotear a nação e seu crescimento?Talvez falte justamente chamar os senhores da guerra rentista e oferecer-lhes um plano de repactuação em bases menos leoninas, tendo como referência o privilegiado horizonte de liquidez da economia nacional. Em tempo: 80% dos vencimentos da dívida pública indexada aos juros da Selic ocorrerão entre 2011 e 2014. Num cenário mundial em que os rentistas clamam por segurança, a Presidenta Dilma tem a preciosa oportunidade de, no curso de seu mandato, dizer-lhes: 'o Brasil do pré-sal e da estabilidade política pode pagar-lhes 4% reais ao ano, não mais 7%. É pouco? Então vão investir na Grécia'.
(Carta Maior; 6º feira,17/06/ 2011)

sexta-feira, junho 03, 2011

Aquilo que nos devora

Basicamente, duas razões levaram a Presidenta Dilma a optar pela concessão de alguns dos mais estratégicos aeroportos do país a empresas nacionais ou estrangeiras que assumirão a responsabilidade por ampliá-los e modernizá-los, em troca do controle do negócio por 20 anos. Gargalos já evidentes com a afluência de milhões de novos passageiros ao transporte aéreo, graças à melhoria da renda, bem como o risco real de um colapso desse serviço na Copa do Mundo em 2014, formam a base da equação. A opção política pela concessão privada, porém, não seria a única saída. Por que o Estado brasileiro não poderia, por exemplo, contratar serviços de empresas locais e internacionais para obras, a exemplo do que faz a Petrobrás em operação até mais complexa de aquisição de equipamentos e infra-estrutura para explorar o pré-sal? Em primeiro lugar, porque o esfarelamento do setor público nos anos 90 privou a sociedade de uma estatal forte e eficiente para investir e planejar a expansão do setor aéreo, ou o das elecomunicações etc, legando burocracias sucateadas ao governo. Em segundo lugar, porque a política de arrocho fiscal para pagar juros da dívida pública torna esquálida a capacidade de investimento em infraestrutura e serviços. Não se trata de um fetiche com aeroportos: o colapso ensaiado nos saguões de embarque e desembarque aéreo há muito já explodiu na rudimentar rede de postinhos de saúde, bem como nas filas dos hospitais públicos, no transporte coletivo deficitário e mal cuidado, na rede de escolas públicas e no sistema de saneamento. A origem da falencia é a mesma: colapso fiscal. Fatos: as obras de modernização e expansão dos aeroportos vão exigir entre R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões das futuras concessionárias. O Estado brasileiro não tem esse dinheiro. Mas está fazendo das tripas coração para reservar cerca de R$ 117 bilhões de superávit fiscal destinado ao pagamento de juros à banca e aos rentistas em 2011. Só no primeiro quadrimestre, o 'esforço' para atender a essa prioridade foi de R$ 78,5 bilhões, quantia quase seis vezes maior que os R$ 13,5 bilhões destinados a investimentos no período. A taxa de juro no país é de 12%. Na próxima semana tem reunião do Copom. Apesar das evidencias de que a inflação está em queda, e o nível de atividade e de consumo recuam -- em abril a indústria registrou a maior queda em 40 meses frente a março-- os 'mercados' insistem em que a Selic ainda precisa subir mais dois degraus para fechar o ano na obscena marca de 12,5%. Agência Carta Maior