"Guajiro" - Com o quarteto feminino "Sexto Sentido"
Guajiro (Letra y música: Arlety Valdés)
Adoro la ciudad, tengo una casa y muy cerca estoy del mar
Pero me faltas tú y esta tierra donde puedo soñar
Guajiro, yo quiero montarme en tu caballo
Guajiro ¡ay! Me muero, guajiro, dame tu amor
Caliente es el sol de tus mañanas y tu aire es tan puro
Tu piel tiene el color de esas montañas, tiene son montuno
Guajiro, yo quiero montarme en tu caballo
Guajiro ¡ay! Me muero, guajiro, dame tu amor
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domingo, janeiro 09, 2011
sexta-feira, janeiro 07, 2011
A Supremacia das finanças desreguladas
A SUPREMACIA DAS FINANÇAS DESREGULADAS
35 bancos estão com posições vendidas (em dólar). Deles, a maior posição é a do Banco do Brasil, com US$ 12 bilhões. Numa ponta, um processo claro de desindustrialização, de desmanche da cadeia produtiva por conta do dólar barato, a Fazenda manifestando preocupações em relação ao fenômeno. Na outra, o próprio BB apostando pesado na continuidade da apreciação. Não há boicote, nem nada, por parte do banco, mas uma lógica financeira perversa, que acaba amarrando todo o mercado na aposta da apreciação cambial (Luis Nassif - 07/01/2011)
DILMA INTERVEM NA FARRA CAMBIAL
Bancos terão que recolher na forma de compulsório depositado no Banco Central, sem remuneração e em espécie, o equivalente a 60% do valor de suas apostas no mercado futuro de dólar. Nessa mesa do cassino financeiro, a banca vende moeda americana a uma determinada taxa e 'opera' para que no vencimento do contrato o câmbio esteja abaixo disso, ganhando na diferença. Essa espiral descendente, que valoriza o Real e dificulta as exportações, ao mesmo tempo incentiva importações de insumos e bens, desmontando cadeias industriais com risco de desindustrialização. Agora, praticar esse jogo vai custar 60% do valor apostado. É só um primeiro aperto no parafuso das finanças desreguladas, afrouxado sistematicamente no Brasil desde os anos 90. A direção é correta. (Agencia Carta Maior - 07/01/2011)
35 bancos estão com posições vendidas (em dólar). Deles, a maior posição é a do Banco do Brasil, com US$ 12 bilhões. Numa ponta, um processo claro de desindustrialização, de desmanche da cadeia produtiva por conta do dólar barato, a Fazenda manifestando preocupações em relação ao fenômeno. Na outra, o próprio BB apostando pesado na continuidade da apreciação. Não há boicote, nem nada, por parte do banco, mas uma lógica financeira perversa, que acaba amarrando todo o mercado na aposta da apreciação cambial (Luis Nassif - 07/01/2011)
DILMA INTERVEM NA FARRA CAMBIAL
Bancos terão que recolher na forma de compulsório depositado no Banco Central, sem remuneração e em espécie, o equivalente a 60% do valor de suas apostas no mercado futuro de dólar. Nessa mesa do cassino financeiro, a banca vende moeda americana a uma determinada taxa e 'opera' para que no vencimento do contrato o câmbio esteja abaixo disso, ganhando na diferença. Essa espiral descendente, que valoriza o Real e dificulta as exportações, ao mesmo tempo incentiva importações de insumos e bens, desmontando cadeias industriais com risco de desindustrialização. Agora, praticar esse jogo vai custar 60% do valor apostado. É só um primeiro aperto no parafuso das finanças desreguladas, afrouxado sistematicamente no Brasil desde os anos 90. A direção é correta. (Agencia Carta Maior - 07/01/2011)
quinta-feira, janeiro 06, 2011
quarta-feira, janeiro 05, 2011
sábado, dezembro 25, 2010
Soneto
Faith - The Experiment of Our Lord - (Emily Dickinson)
Fé, prova da existência de Deus?
Caíque Vieira
Um dia, perdido em meus pensamentos
Mirando o sobe e desce da maré
Ocorreu-me imaginar dois talentos:
O do artista e o do homem de fé.
De um deles manifesta-se destarte
a obra, prova inconteste da arte.
Na imortal Samotrácia constato
Com clareza, cabalmente este fato.
Seria razoável indagar
Se na fé do outro - raro talento
Do mais profundo de seu ser - não vai
Portentosa verdade a afirmar
- Maravilhosa! Convicto acrescento -
A prova da existência de Deus Pai?
Dedicado aos grandes místicos de todas as religiões.
Fé, prova da existência de Deus?
Caíque Vieira
Um dia, perdido em meus pensamentos
Mirando o sobe e desce da maré
Ocorreu-me imaginar dois talentos:
O do artista e o do homem de fé.
De um deles manifesta-se destarte
a obra, prova inconteste da arte.
Na imortal Samotrácia constato
Com clareza, cabalmente este fato.
Seria razoável indagar
Se na fé do outro - raro talento
Do mais profundo de seu ser - não vai
Portentosa verdade a afirmar
- Maravilhosa! Convicto acrescento -
A prova da existência de Deus Pai?
Dedicado aos grandes místicos de todas as religiões.
quarta-feira, dezembro 22, 2010
Aram Khachaturian - A Dança do Sabre
Khachaturian foi o primeiro, e até hoje único, compositor armênio de envergadura mundial. Isso se deve a seus dois balés românticos Gayaneh e Spartacus e a seus concertos sedutoramente melodiosos. Assim como diversos balés soviéticos, os seus evocam o romantismo exótico de Rimsky-Korsakov e Stravinsky. O ingrediente extra é o toque folclórico armênio que pode ser ouvido em quase todas as suas obras.
terça-feira, dezembro 21, 2010
IPEA faz a radiografia do Brasil
Saímos da ditadura sem consciência plena do tamanho da crise, do esgotamento do modelo dominante que trazia no seu bojo o fim da ditadura e a retomada da democracia. Pagamos um preço caro por acreditar que a democracia politica resolveria os problemas acumulados pelo Brasil, quando se tratava do esgotamento do longo ciclo expansivo iniciado 5 décadas antes e que tinha transformado radicalmente o país.
Desde então o Brasil viveu novos ciclos de transformações – regressivas e progressivas -, de forma concentrada, como nunca tínhamos vivido na nossa história. Em uma década se desmontou o papel regulador do Estado, se privatizou grande parte do patrimônio público, se fragmentaram as relações sociais, se promoveu o mercado como eixo da economia e da sociabilidade.
Terminamos agora uma década de recuperação desses retrocessos, em que o Estado recuperou sua capacidade de regulação, de indução do crescimento econômico e de garantia dos direitos sociais. O mercado interno de consumo popular passou a ter um papel essencial no desenvolvimento do país. O principal problema acumulado pelo Brasil – a desigualdade social – foi atacado e, pela primeira vez, a injustiça diminuiu e se passou a governar para todos.
Mas todas essas transformações aceleradas foram implementadas sem a consciência correspondente de onde andava o país, como está sua estrutura social, que país temos ao final de tantas transformações.
O IPEA, sob a direção de Marcio Pochmann, mudou a agenda de debates no Brasil, permitindo que fossemos nos reapropriando das condições reais em que vive o país. Uma pauta que tinha sido hegemonizada pelos parâmetros do Consenso de Washington, do pensamento único, do Estado mínimo, da centralidade do mercado – correspondentes às politicas do governo FHC – que tiveram uma extensa influencia na intelectualidade, multiplicada pelo monopólio privado dos meios de comunicação.
Em pouco tempo o IPEA renovou radicalmente os parâmetros de pensamento sobre o Brasil, os critérios de avaliação das politicas publicas, as projeções economias e sociais, recolocou os termos do debate sobre o país. Nunca tínhamos contado com um acervo tão amplo, competente e atualizado de materiais sobre o Brasil.
Acaba de sair um novo pacote de materiais, que constitui no mais amplo conjunto de analises com que podemos contar para conhecer ao Brasil realmente existente. Para que se possa socializar a informação sobre esses materiais fundamentais, segue uma lista dos títulos que o IPEA acaba de colocar à disposição de todos os querem conhecer o Brasil no final da primeira década do século XXI (que podem ser encontrados em www.ipea.gov.br):
- Desafios ao Desenvolvimento Brasileiro: contribuições do conselho de orientação do IPEA
- Trajetórias Recentes de Desenvolvimento: estudos de experiências internacionais selecionadas
- Inserção Internacional Brasileira Soberana
- Macroeconomia para o Desenvolvimento
- Estrutura produtiva e Tecnológica Avançada e Regionalmente Integrada
-Infraestrutura Econômica e Social
- Sustentabilidade Ambiental
- Proteção Social, Garantia de Direitos e Geração de Oportunidades
- Fortalecimento do Estado, das Instituições e da Democracia
- Perspectivas do Desenvolvimento Brasileiro
Desde então o Brasil viveu novos ciclos de transformações – regressivas e progressivas -, de forma concentrada, como nunca tínhamos vivido na nossa história. Em uma década se desmontou o papel regulador do Estado, se privatizou grande parte do patrimônio público, se fragmentaram as relações sociais, se promoveu o mercado como eixo da economia e da sociabilidade.
Terminamos agora uma década de recuperação desses retrocessos, em que o Estado recuperou sua capacidade de regulação, de indução do crescimento econômico e de garantia dos direitos sociais. O mercado interno de consumo popular passou a ter um papel essencial no desenvolvimento do país. O principal problema acumulado pelo Brasil – a desigualdade social – foi atacado e, pela primeira vez, a injustiça diminuiu e se passou a governar para todos.
Mas todas essas transformações aceleradas foram implementadas sem a consciência correspondente de onde andava o país, como está sua estrutura social, que país temos ao final de tantas transformações.
O IPEA, sob a direção de Marcio Pochmann, mudou a agenda de debates no Brasil, permitindo que fossemos nos reapropriando das condições reais em que vive o país. Uma pauta que tinha sido hegemonizada pelos parâmetros do Consenso de Washington, do pensamento único, do Estado mínimo, da centralidade do mercado – correspondentes às politicas do governo FHC – que tiveram uma extensa influencia na intelectualidade, multiplicada pelo monopólio privado dos meios de comunicação.
Em pouco tempo o IPEA renovou radicalmente os parâmetros de pensamento sobre o Brasil, os critérios de avaliação das politicas publicas, as projeções economias e sociais, recolocou os termos do debate sobre o país. Nunca tínhamos contado com um acervo tão amplo, competente e atualizado de materiais sobre o Brasil.
Acaba de sair um novo pacote de materiais, que constitui no mais amplo conjunto de analises com que podemos contar para conhecer ao Brasil realmente existente. Para que se possa socializar a informação sobre esses materiais fundamentais, segue uma lista dos títulos que o IPEA acaba de colocar à disposição de todos os querem conhecer o Brasil no final da primeira década do século XXI (que podem ser encontrados em www.ipea.gov.br):
- Desafios ao Desenvolvimento Brasileiro: contribuições do conselho de orientação do IPEA
- Trajetórias Recentes de Desenvolvimento: estudos de experiências internacionais selecionadas
- Inserção Internacional Brasileira Soberana
- Macroeconomia para o Desenvolvimento
- Estrutura produtiva e Tecnológica Avançada e Regionalmente Integrada
-Infraestrutura Econômica e Social
- Sustentabilidade Ambiental
- Proteção Social, Garantia de Direitos e Geração de Oportunidades
- Fortalecimento do Estado, das Instituições e da Democracia
- Perspectivas do Desenvolvimento Brasileiro
segunda-feira, dezembro 20, 2010
quinta-feira, dezembro 16, 2010
quarta-feira, dezembro 15, 2010
Papo do dia
WIKILEAKS REVELA BASTIDORES DO PRÉ-SAL: DEPOIS DE JOBIM, O INFORMANTE... SERRA, O ENTREGUISTA
"Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava...E nós mudaremos de volta...Voces vão e voltam..." (José Serra à representante da multinacional Chevron, Patricia Pradal, também dirigente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP),o sindicato das petroleiras internacionais no país, a quem o tucano dá sua garantia de que, vitorioso nas eleições presidenciais de 2010, reverteria a regulação soberana do pré-sal para entregar as jazidas aos mercados:' voces vão e volta...' Telegrama diplomático de dezembro de 2009, divulgado pelo WikiLeaks que teve o diálogo de Serra omitido pelo jornal O Globo, na edição online desta 2º feira; foi divulgado pela Folha que, todavia, não providenciou a investigação óbvia: quanto as petroleiras multinacionais doaram à campanha demotucana? A 'barriga' certamente não ocorreria em trama equivalente que tivesse como personagem um político de esquerda. Carta Maior, 13-12)
MORALES VAI AO PONTO
MORALES VAI AO PONTO
"O tema é estrutural, é o capitalismo, estamos debatendo só os efeitos, não as causas ...porque ou morre o capitalismo ou morre a Mãe Terra. Frente ao capitalismo, ao colonialismo, ao imperialismo, queremos propor o Neosocialismo. Uma nova doutrina pela vida, para viver bem, não viver melhor. Para compartilhar, não para competir...Antes a luta terminava na luta de classes, que é importante. Agora temos a responsabilidade não só de salvar o operário, o originário submetido à escravidão, senão todo o planeta".(Presidente Evo Morales, na COP 16; Brasil de Fato; 13-12)
quinta-feira, dezembro 09, 2010
quarta-feira, dezembro 08, 2010
As grandes personalidades da década no Brasil

Para o Blog Incas, o presidente Luís Inácio Lula da Silva e o ministro das Relações Exteriores Celso Amorim foram as grandes personalidades da primeira década do milênio. Com a nova política externa que podemos qualificar como ativa, altiva, desassombrada e solidária, nas precisas palavras de Celso Amorim, projetaram o Brasil no plano internacional. O mundo todo tem elogiado e premiado o corpo diplomático brasileiro de altíssimo nível, destacando o país como competente conciliador e imprescindível na solução dos grandes conflitos mundiais.
segunda-feira, dezembro 06, 2010
O terceiro turno foi o pré-sal
SE SERRA TIVESSE VENCIDO, A PRIMEIRA MEDIDA SERIA IMPEDIR A REGULAÇÃO CONCLUÍDA ESTA SEMANA
Marco regulatório vitorioso inclui: a) criação de uma nova estatal que vai controlar o comércio do óleo (Pré-Sal S.A); b) capitalização da Petrobrás, que se tornou a 2º maior empresa de energia do mundo e agora tem fôlego para exercer o controle de todas as reservas e participar com pelo menos 30% na exploração de cada poço; c) criação do Fundo Social associado à receita do petróleo, que destinará 50% do rendimento a um salto de qualidade na escola pública brasileira (80% disso reservado ao ensino básico e pré-escolar); finalmente, o mais importante: aprovação, nesta 5º feira, do regime de partilha, que garante a soberania brasileira nas maiores reservas descobertas no planeta nos últimos 30 anos. Com a conclusão do novo marco, Dilma poderá ter, já em 2011, cerca de R$ 27 bi de receita adicional, por conta do pagamento de assinatura na licitação do campo de Libra, o 1º leilão sob as novas regras. O novo recurso enfraquece propostas de arrocho para atingir meta de superávit fiscal em 2011. Petroleiras internacionais e seus aliados nativos resistiram até o último minuto ao marco soberano. Que ninguém duvide: o pré-sal foi o terceiro turno das eleições presidenciais de 2010. Se Serra tivesse vencido, o marco regulatório concluído esta semana seria destruído. Para os que achavam, e ainda acham, que não haveria diferença entre o tucano ou Dilma, eis aí um ponto a refletir. Para segmentos governistas que agora se empenham em adotar a plataforma dos adversários na área fiscal, é importante recordar: a sociedade votou na continuidade do crescimento com justiça social. O pré-sal é a síntese desse pacto renovado nas urnas. A ver.
Marco regulatório vitorioso inclui: a) criação de uma nova estatal que vai controlar o comércio do óleo (Pré-Sal S.A); b) capitalização da Petrobrás, que se tornou a 2º maior empresa de energia do mundo e agora tem fôlego para exercer o controle de todas as reservas e participar com pelo menos 30% na exploração de cada poço; c) criação do Fundo Social associado à receita do petróleo, que destinará 50% do rendimento a um salto de qualidade na escola pública brasileira (80% disso reservado ao ensino básico e pré-escolar); finalmente, o mais importante: aprovação, nesta 5º feira, do regime de partilha, que garante a soberania brasileira nas maiores reservas descobertas no planeta nos últimos 30 anos. Com a conclusão do novo marco, Dilma poderá ter, já em 2011, cerca de R$ 27 bi de receita adicional, por conta do pagamento de assinatura na licitação do campo de Libra, o 1º leilão sob as novas regras. O novo recurso enfraquece propostas de arrocho para atingir meta de superávit fiscal em 2011. Petroleiras internacionais e seus aliados nativos resistiram até o último minuto ao marco soberano. Que ninguém duvide: o pré-sal foi o terceiro turno das eleições presidenciais de 2010. Se Serra tivesse vencido, o marco regulatório concluído esta semana seria destruído. Para os que achavam, e ainda acham, que não haveria diferença entre o tucano ou Dilma, eis aí um ponto a refletir. Para segmentos governistas que agora se empenham em adotar a plataforma dos adversários na área fiscal, é importante recordar: a sociedade votou na continuidade do crescimento com justiça social. O pré-sal é a síntese desse pacto renovado nas urnas. A ver.
quinta-feira, dezembro 02, 2010
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