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sexta-feira, agosto 27, 2010
quinta-feira, agosto 26, 2010
quarta-feira, agosto 25, 2010
Se não falarmos, as pedras falarão !
A Estátua da Liberdade exige a libertação dos cinco cubanos presos nos Estados Unidos por missões anti-terroristas: "Free the cuban five - Libertad para los cinco"
terça-feira, agosto 24, 2010
Mentiras que viram verdades (II)

Podeis enganar toda a gente durante certo tempo; podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo; mas não vos será possível enganar toda a gente durante todo tempo. (Abraham Lincoln)
Caíque Vieira - Advogado
No artigo anterior, conclui afirmando que há muitas outras mentiras introjetadas por repetição no inconsciente coletivo de um povo e não é fácil dissipá-las e uma delas é a questão dos remédios genéricos que vou tentar dissipá-la nesse novo artigo para fazer valer a epígrafe do grande estadista americano Abraham Lincoln.
Desde 1981, a política da OMS (Organização Mundial de Saúde) era estimular a produção dos genéricos como alternativa para assegurar a disponibilidade de medicamentos essenciais a preços mais baixos à população. Aqui no Brasil a indústria farmacêutica ignorava o governo, fazia o que queria, aumentava os remédios de marca quando e como bem queria. Até que a situação tornou-se insuportável. A produção dos genéricos era o caminho. Em 1993, já eram realidade há muito tempo em vários países, como Estados Unidos, França e Itália. Jamil Haddad, ministro da saúde de Itamar Franco, assina, então, o decreto 793 de 5 de abril de 1993.
Em entrevista ao jornalista Luiz Carlos Azenha, o médico Jamil Haddad, falecido em dezembro de 2009, detalhava: "Em 1991, o médico e deputado Eduardo Jorge [na época, no PT-SP] havia apresentado à Câmara Federal projeto propondo a fabricação dos genéricos no País. Em 1993, já no Ministério da Saúde, vi que o projeto continuava na gaveta da Câmara e, ao mesmo tempo, a OMS nos solicitava a liberação dos genéricos. Consultei a assessoria jurídica do Ministério da Saúde que disse não haver necessidade de a autorização ser feita por lei. Podia ser por decreto. Eu preparei-o, levei ao presidente Itamar, que assinou junto comigo."
Enfatiza Jamil Haddad: "Na prática, em 1999, quando a lei foi aprovada e o Serra era o ministro da Saúde, genéricos já estavam sendo fabricados no Brasil. A lei de 1999 é apenas a regulamentação do decreto que já existia. O projeto aprovado foi um substitutivo que apresentei ao do Eduardo Jorge e que recebeu uma porção de emendas. Hoje, os genéricos são uma realidade no País. Até o laboratório multinacional Merck, Sharp & Dohme, que fez campanha feroz contra mim naquela época, entrou violentamente no mercado dos genéricos, como já fazia no restante do mundo. Você acha que ia deixar de comer uma fatia desse bolo?"
Donde se conclui que ou não nos informamos bem ou nossa memória é curta e os farsantes e espertos da política nacional se aproveitam disso para nos enganar e perpetuar uma injustiça histórica cometida contra o ex-presidente Itamar Franco e seu ministro da saúde, o médico e político carioca Dr. Jamil Haddad, falecido no Rio de Janeiro em 11 de dezembro de 2009 aos 83 anos de idade.
Caíque Vieira - Advogado
No artigo anterior, conclui afirmando que há muitas outras mentiras introjetadas por repetição no inconsciente coletivo de um povo e não é fácil dissipá-las e uma delas é a questão dos remédios genéricos que vou tentar dissipá-la nesse novo artigo para fazer valer a epígrafe do grande estadista americano Abraham Lincoln.
Desde 1981, a política da OMS (Organização Mundial de Saúde) era estimular a produção dos genéricos como alternativa para assegurar a disponibilidade de medicamentos essenciais a preços mais baixos à população. Aqui no Brasil a indústria farmacêutica ignorava o governo, fazia o que queria, aumentava os remédios de marca quando e como bem queria. Até que a situação tornou-se insuportável. A produção dos genéricos era o caminho. Em 1993, já eram realidade há muito tempo em vários países, como Estados Unidos, França e Itália. Jamil Haddad, ministro da saúde de Itamar Franco, assina, então, o decreto 793 de 5 de abril de 1993.
Em entrevista ao jornalista Luiz Carlos Azenha, o médico Jamil Haddad, falecido em dezembro de 2009, detalhava: "Em 1991, o médico e deputado Eduardo Jorge [na época, no PT-SP] havia apresentado à Câmara Federal projeto propondo a fabricação dos genéricos no País. Em 1993, já no Ministério da Saúde, vi que o projeto continuava na gaveta da Câmara e, ao mesmo tempo, a OMS nos solicitava a liberação dos genéricos. Consultei a assessoria jurídica do Ministério da Saúde que disse não haver necessidade de a autorização ser feita por lei. Podia ser por decreto. Eu preparei-o, levei ao presidente Itamar, que assinou junto comigo."
Enfatiza Jamil Haddad: "Na prática, em 1999, quando a lei foi aprovada e o Serra era o ministro da Saúde, genéricos já estavam sendo fabricados no Brasil. A lei de 1999 é apenas a regulamentação do decreto que já existia. O projeto aprovado foi um substitutivo que apresentei ao do Eduardo Jorge e que recebeu uma porção de emendas. Hoje, os genéricos são uma realidade no País. Até o laboratório multinacional Merck, Sharp & Dohme, que fez campanha feroz contra mim naquela época, entrou violentamente no mercado dos genéricos, como já fazia no restante do mundo. Você acha que ia deixar de comer uma fatia desse bolo?"
Donde se conclui que ou não nos informamos bem ou nossa memória é curta e os farsantes e espertos da política nacional se aproveitam disso para nos enganar e perpetuar uma injustiça histórica cometida contra o ex-presidente Itamar Franco e seu ministro da saúde, o médico e político carioca Dr. Jamil Haddad, falecido no Rio de Janeiro em 11 de dezembro de 2009 aos 83 anos de idade.
domingo, agosto 22, 2010
A vingança de Luiz Inácio
Eduardo Guimarães - Representante comercial, presidente do MSM, Movimento dos Sem-Mídia.
Luis Inácio deve estar saboreando cada segundo da mais completa rendição de José Serra, do PSDB e da mídia àquele que mais odeiam, ele mesmo, um pernambucano que, na idade adulta, converteu-se em Lula, de longe o presidente da República mais popular da história do Brasil.
Os supracitados adversários políticos de Luiz Inácio passaram décadas insultando esse homem de todas as formas. Chamaram-no de ladrão (mensalão), de beberrão (Larry Rohter), de apedeuta (Esgoto da Veja), de anta (Diogo Mainardi), de assassino (Folha no desastre da TAM), de estuprador (Folha e o “menino do MEP”)…
Uma geração inteira cresceu lendo e escutando Luiz Inácio ser insultado de todas as formas e acusado de tudo o que se possa imaginar.
Depois de Collor, em 1989, e de FHC, em 1994, em 2002 José Serra “ascendeu” ao posto máximo da direita contemporânea, o de “anti-Lula”. Desde então, não desceu mais do pódio. Esteve por trás de todos os ataques mais virulentos feitos ao presidente da República durante os últimos sete anos e tanto.
As relações do tucano com os agressores mais contundentes do primeiro mandatário da República são tão conhecidas que é possível achar até fotos dele na internet abraçado a alguns.
Durante a maior parte da década de 1990 até início dos anos 2000, Luis Inácio sempre foi comparado com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, intelectual de renome internacional que o derrotou em duas eleições seguidas. A superioridade de FHC sobre ele foi cantada em verso e prosa até o limite do insuportável nos discursos tucano-midiáticos.
Luiz Inácio e seu povo chegam a 2010 com motivos para dar boas gargalhadas. Os que insultaram o mais eminente político petista durante décadas e que o preteriram tantas vezes em favor de FHC, hoje têm que homenagear o antigo desafeto em seus programas eleitorais e que esconder o antigo favorito.
A vingança de Luiz Inácio não poderia ser mais doce.
Luis Inácio deve estar saboreando cada segundo da mais completa rendição de José Serra, do PSDB e da mídia àquele que mais odeiam, ele mesmo, um pernambucano que, na idade adulta, converteu-se em Lula, de longe o presidente da República mais popular da história do Brasil.
Os supracitados adversários políticos de Luiz Inácio passaram décadas insultando esse homem de todas as formas. Chamaram-no de ladrão (mensalão), de beberrão (Larry Rohter), de apedeuta (Esgoto da Veja), de anta (Diogo Mainardi), de assassino (Folha no desastre da TAM), de estuprador (Folha e o “menino do MEP”)…
Uma geração inteira cresceu lendo e escutando Luiz Inácio ser insultado de todas as formas e acusado de tudo o que se possa imaginar.
Depois de Collor, em 1989, e de FHC, em 1994, em 2002 José Serra “ascendeu” ao posto máximo da direita contemporânea, o de “anti-Lula”. Desde então, não desceu mais do pódio. Esteve por trás de todos os ataques mais virulentos feitos ao presidente da República durante os últimos sete anos e tanto.
As relações do tucano com os agressores mais contundentes do primeiro mandatário da República são tão conhecidas que é possível achar até fotos dele na internet abraçado a alguns.
Durante a maior parte da década de 1990 até início dos anos 2000, Luis Inácio sempre foi comparado com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, intelectual de renome internacional que o derrotou em duas eleições seguidas. A superioridade de FHC sobre ele foi cantada em verso e prosa até o limite do insuportável nos discursos tucano-midiáticos.
Luiz Inácio e seu povo chegam a 2010 com motivos para dar boas gargalhadas. Os que insultaram o mais eminente político petista durante décadas e que o preteriram tantas vezes em favor de FHC, hoje têm que homenagear o antigo desafeto em seus programas eleitorais e que esconder o antigo favorito.
A vingança de Luiz Inácio não poderia ser mais doce.
sábado, agosto 21, 2010
sexta-feira, agosto 20, 2010
Mentiras que viram verdades (I)

Uma mentira mil vezes repetida se torna uma verdade autenticada. (Goebbels)
Caíque Vieira - Advogado
Infelizmente, parece que Goebbels, Ministro das Comunicações de Hitler, acertou em cheio quando disse a frase epigrafada acima. É o que constato quando ouço dizerem que o Plano Real foi concepção de Fernando Henrique Cardoso.
Sempre me incomodei quando escutava isso, porque acho que a responsabilidade de um plano econômico é do governo que o concebe e o implanta, no caso o de Itamar Franco. Esse incômodo que me acometia foi reforçado ao ouvir o ex-presidente dizer que o grande sacerdote do Plano Real foi Rubens Ricúpero. Parecia que havia uma grande injustiça consolidada e ninguém questionava.
De fato, é só buscarmos na internet o cronograma do Plano Real para constatarmos que foi um plano concebido em três etapas e articulado por vários ministros da fazenda a partir de 28 de fevereiro de 1994, data de publicação da Medida Provisória nº 434 que se transformou, pelo Congresso Nacional, na Lei 8880 de 27 de maio de 1994 que instituiu a URV, Unidade Real de Valor.
As etapas do plano foram as seguintes:
14/07/93 - 1ª etapa: ajuste das contas do governo
27/05/94 - 2ª etapa: criação de um padrão estável de valor (URV)
01/07/94 - 3ª etapa: início da circulação do real
Os Ministros da Fazenda do governo Itamar Franco se sucederam de acordo com a tabela abaixo:
02/10/92 - 16/12/92 - Gustavo Krause
16/12/92 - 01/02/93 - Paulo Haddad
01/03/93 - 19/05/93 - Eliseu Resende
19/05/93 - 30/03/94 – Fernando Henrique Cardoso
30/03/94 - 06/09/94 - Rubens Ricúpero
06/09/94 - 01/01/95 - Ciro Gomes
É só observamos as duas tabelas para concluirmos que Fernando Henrique Cardoso apenas participou da 1ª etapa, a de ajuste das contas do governo, que iniciou em 14 de julho de 1993, quando ele já era ministro, pois assumira em 19 de maio daquele ano.
As duas etapas seguintes, a segunda iniciada em 27 de maio de 1994 e a terceira em 1º de julho de 1994, já estão inseridas na gestão de Rubens Ricúpero que assumiu em 30 de março de 1994. Daí a preocupação do ex-presidente Itamar Franco em reconstituir a verdade.
Caíque Vieira - Advogado
Infelizmente, parece que Goebbels, Ministro das Comunicações de Hitler, acertou em cheio quando disse a frase epigrafada acima. É o que constato quando ouço dizerem que o Plano Real foi concepção de Fernando Henrique Cardoso.
Sempre me incomodei quando escutava isso, porque acho que a responsabilidade de um plano econômico é do governo que o concebe e o implanta, no caso o de Itamar Franco. Esse incômodo que me acometia foi reforçado ao ouvir o ex-presidente dizer que o grande sacerdote do Plano Real foi Rubens Ricúpero. Parecia que havia uma grande injustiça consolidada e ninguém questionava.
De fato, é só buscarmos na internet o cronograma do Plano Real para constatarmos que foi um plano concebido em três etapas e articulado por vários ministros da fazenda a partir de 28 de fevereiro de 1994, data de publicação da Medida Provisória nº 434 que se transformou, pelo Congresso Nacional, na Lei 8880 de 27 de maio de 1994 que instituiu a URV, Unidade Real de Valor.
As etapas do plano foram as seguintes:
14/07/93 - 1ª etapa: ajuste das contas do governo
27/05/94 - 2ª etapa: criação de um padrão estável de valor (URV)
01/07/94 - 3ª etapa: início da circulação do real
Os Ministros da Fazenda do governo Itamar Franco se sucederam de acordo com a tabela abaixo:
02/10/92 - 16/12/92 - Gustavo Krause
16/12/92 - 01/02/93 - Paulo Haddad
01/03/93 - 19/05/93 - Eliseu Resende
19/05/93 - 30/03/94 – Fernando Henrique Cardoso
30/03/94 - 06/09/94 - Rubens Ricúpero
06/09/94 - 01/01/95 - Ciro Gomes
É só observamos as duas tabelas para concluirmos que Fernando Henrique Cardoso apenas participou da 1ª etapa, a de ajuste das contas do governo, que iniciou em 14 de julho de 1993, quando ele já era ministro, pois assumira em 19 de maio daquele ano.
As duas etapas seguintes, a segunda iniciada em 27 de maio de 1994 e a terceira em 1º de julho de 1994, já estão inseridas na gestão de Rubens Ricúpero que assumiu em 30 de março de 1994. Daí a preocupação do ex-presidente Itamar Franco em reconstituir a verdade.
Até se compreende que, para fins eleitoreiros, o Fernando Henrique Cardoso tenha capitalizado para si o sucesso do plano, já que ele ambicionava a presidência da República. Outra coisa é se apropriar de sua autoria e isso ficar determinado como verdade histórica.
O Plano Real foi concebido por uma equipe de economistas brilhantes sob o comando de diversos ministros da fazenda em diferentes etapas que estavam sob a direção de um único governo, o de Itamar Franco que à época era filiado ao PRN, Partido da Renovação Nacional, sendo o presidente o verdadeiro responsável pelas virtudes e defeitos do plano.
Há muitas outras mentiras introjetadas por repetição no inconsciente coletivo de um povo e não é fácil dissipá-las.
O Plano Real foi concebido por uma equipe de economistas brilhantes sob o comando de diversos ministros da fazenda em diferentes etapas que estavam sob a direção de um único governo, o de Itamar Franco que à época era filiado ao PRN, Partido da Renovação Nacional, sendo o presidente o verdadeiro responsável pelas virtudes e defeitos do plano.
Há muitas outras mentiras introjetadas por repetição no inconsciente coletivo de um povo e não é fácil dissipá-las.
quarta-feira, agosto 18, 2010
terça-feira, agosto 17, 2010
segunda-feira, agosto 16, 2010
domingo, agosto 15, 2010
sábado, agosto 14, 2010
sexta-feira, agosto 13, 2010
13/ago/2010 - 84 anos de Fidel Castro
Muchas razones a defender
Son, lo digo yo
muchas razones a defender
difícil es el camino pero yo sigo con él.
Han sido más de cincuenta
los años que hemos tenido
la suerte de haber vivido
sin ser objetos de venta.
Consecuencia que sustenta
el rumbo que hemos tomado
que fue el camino trazado
desde el Moncada a La Sierra
sin dejar en pie de guerra
de estar sirviendo a tu lado.
Son, lo digo yo
muchas razones a defender
difícil es el camino pero yo sigo con él.
Han sido muchos los sueños
que trataron de quebrarte
pero tú has sabido alzarte
a golpe de fe y empeño.
Y a pesar de que el norteño
ha enfilado sus ballestas,
y hasta ha imaginado fiestas
preparando tu caída
hoy sin temor a la herida
vives con las botas puestas.
Son, lo digo yo
muchas razones a defender
difícil es el camino pero yo sigo con él.
quinta-feira, agosto 12, 2010
sexta-feira, agosto 06, 2010
quarta-feira, agosto 04, 2010
Poema da Noite
Vinicius de Moraes
No teu branco seio eu choro.
Minhas lágrimas descem pelo teu ventre
E se embebedam do perfume do teu sexo.
Mulher, que máquina és, que só me tens desesperado
Confuso, criança para te conter!
Oh, não feches os teus braços sobre a minha tristeza não!
Ah, não abandones a tua boca à minha inocência, não!
Homem sou belo
Macho sou forte, poeta sou altíssimo
E só a pureza me ama e ela é em mim uma cidade e tem mil e uma portas.
Ai! teus cabelos recendem à flor da murta
Melhor seria morrer ou ver-te morta
E nunca, nunca poder te tocar!
Mas, fauno, sinto o vento do mar roçar-me os braços
Anjo, sinto o calor do vento nas espumas
Passarinho, sinto o ninho nos teus pêlos...
Correi, correi, ó lágrimas saudosas
Afogai-me, tirai-me deste tempo
Levai-me para o campo das estrelas
Entregai-me depressa à lua cheia
Dai-me o poder vagaroso do soneto, dai-me a iluminação das odes, dai-me o [cântico dos cânticos
Que eu não posso mais, ai!
Que esta mulher me devora!
Que eu quero fugir, quero a minha mãezinha quero o colo de Nossa Senhora!
No teu branco seio eu choro.
Minhas lágrimas descem pelo teu ventre
E se embebedam do perfume do teu sexo.
Mulher, que máquina és, que só me tens desesperado
Confuso, criança para te conter!
Oh, não feches os teus braços sobre a minha tristeza não!
Ah, não abandones a tua boca à minha inocência, não!
Homem sou belo
Macho sou forte, poeta sou altíssimo
E só a pureza me ama e ela é em mim uma cidade e tem mil e uma portas.
Ai! teus cabelos recendem à flor da murta
Melhor seria morrer ou ver-te morta
E nunca, nunca poder te tocar!
Mas, fauno, sinto o vento do mar roçar-me os braços
Anjo, sinto o calor do vento nas espumas
Passarinho, sinto o ninho nos teus pêlos...
Correi, correi, ó lágrimas saudosas
Afogai-me, tirai-me deste tempo
Levai-me para o campo das estrelas
Entregai-me depressa à lua cheia
Dai-me o poder vagaroso do soneto, dai-me a iluminação das odes, dai-me o [cântico dos cânticos
Que eu não posso mais, ai!
Que esta mulher me devora!
Que eu quero fugir, quero a minha mãezinha quero o colo de Nossa Senhora!
quarta-feira, julho 28, 2010
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